Gaeco prende GM e PMs envolvidos com caça-níqueis em Indaiatuba, fonte RAC

Uma investigação do Ministério Público (MP) e da Polícia Militar (PM) iniciada há um ano desmontou o esquema de uma quadrilha que explorava jogos de azar com máquinas caça-níqueis na cidade de Indaiatuba. A operação, comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), culminou com nove mandados de prisão cumpridos nesta quinta-feira (25). Entre os presos, dois policiais militares – um sargento e um cabo que não tiveram os nomes divulgados – e um guarda-municipal. Antônio Xavier de Almeida, conhecido como Piraquê, e seus três filhos, também tiveram mandados de prisão cumpridos, acusados de comandarem o esquema de jogos na cidade. Dois técnicos, que faziam a manutenção e montagem dos equipamentos caça-níquel, também foram presos.

Segundo o promotor do Gaeco, Amauri Silveira Filho, além das prisões, foram apreendidas máquinas caça-níquel, documentos que comprovam a contabilidade do esquema, dinheiro e armas. “Farta contabilidade do negócio ilícito que comprova a participação dos envolvidos foi recolhida pela polícia”, disse. A polícia cumpriu 34 mandados de busca e apreensão em locais da cidade e o material recolhido foi suficiente para encher um caminhão de equipamentos que foi encaminhado para a Delegacia Central de Indaiatuba.

Pelo menos 25 lugares dos 34 mandados de busca e apreensão foram feitos em bares, mas também foi descoberto pela polícia um galpão, localizado no jardim bela Vista, onde foram recolhidas máquinas já prontas para o uso e muito material, como placas e monitores, usados para a montagem do equipamento que era distribuído para diversas cidades da região. “Existem indícios da investigação que apontam para a distribuição de máquinas para outras localidades”, explicou o promotor.
Todos os nove mandados, expedidos pelo juíz José Eduardo da Costa, da 1ª Vara Criminal de Indaiatuba, foram cumpridos. Um efetivo de cerca de 100 homens participou da ação, que envolveu, além do MP e da PM, a Guarda-Municipal, a Polícia Cívil, a Corregedoria da Polícia Militar e a Rota de São Paulo. Sete viaturas da Rota vieram de São Paulo com 29 homens.

A prisão preventiva tem validade de cinco dias, tempo para que o Gaeco conclua as investigações. Crime contra a economia popular, formação de quadrilha, corrupção de agentes públicos e exploração de jogo de azar estão entre os crimes apontados pelo promotor. O material recolhido durante a operação ainda não foi contabilizado pela polícia.

Com informações da repórter Milene Moreto

Leave a Comment

Deixe uma resposta

Your email address will not be published.




Top