Babe Profeta – Festa do Peão de Indaiatuba 2012

A assessoria de imprensa da Festa do Peão Indaiatuba declara que as informações publicadas na imprensa são inverídicas. Após apurar a informação divulgada na mídia de que não nasceu nenhum bebê com anomalia, que tenha se comunicado com a enfermeira e na sequência morrido no hospital, conforme informou a assessoria de imprensa do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC), o Clube de Rodeio de Indaiatuba reafirma seu comprometimento com a organização da Festa do Peão Indaiatuba e que tal fato não passa de um mero boato iniciado por pessoas que agem de má fé e com o intuito de prejudicar o evento.

Como nesse mundo nada se cria, tudo se copia, até mesmo as lendas urbanas, a história do bebe deformado que fala surgiu pela primeira vez nos anos 70, na redação do finado Notícias Populares, que ganhou fama com o nome de “bebê-diabo”, de que os mais velhos devem lembrar. Segundo o livro “Nada mais que a verdade – A extraordinária história do ,jornal Notícias Populares”, de Celso Campos Jr., Denis Moreira, Giancarlo Lepiani e Maik Rene Lima, tudo começou no plantão de 10 de maio de 1975, um sábado. Na busca por alguma coisa para preencher a falta de pautas, o procedimento normal do diário famoso por seu sensacionalismo era “rastrear com atenção todos os jornais para tentar garimpar alguma história inusitada e ‘aquecê-la’ para o dia seguinte. Um dos redatores acabou descobrindo uma possibilidade nas “sisudas páginas da Folha (de S. Paulo)”.
No dia anterior o repórter Marco Antonio Montadon havia sido pautado para checar o nascimento de um bebe com estranhas deformidades em um hospital do ABC paulista. Além de ter um prolongamento no cocix, ela tinha duas pequenas saliencias na testa. “Montados achou a pauta muito fraca e resolveu fazer uma espécie de crônica de horror para preencher o espáço da matéria.
Foi o que bastou para que a história, no NP, se transformasse no Bebe Diabo, possivelmente a mais famosa notícia inventada do jornalismo brasileiro. A manchete da edição de domingo era “Nasceu o Diabo em São Paulo” e, nos parágrafos seguintes, “o texto explicava melhor a história e tratava de levantar a possibilidade de que o episódio pudesse ser verdadeiro.” Por volta das 13h, a edição havia esgotado e “os jornalieros imploravam para que a história continuasse”. É na segunda matéria intitulada “Bebe diabo desaparece” que a suposta criança-capeta teria falado logo após deixar o ventre da mãe: “Dá para fechar a janela? Ou fecham ou eu mato a todos”. No auge dos 27 dias em que o “Bebe-Diabo” permaneceu na capa do Notícias Populares – 16 deles como manchete principal – a tiragem saltou de 70 mil para 150 mil exemplares.
fonte: light na night